sábado, 6 de setembro de 2008

6.9

Numericamente, para os amantes do sexo, o melhor dia do ano.
E nada melhor do que grandes comemorações, de preferência na posição explícita do número, para celebrar com excesso de luxúria esta data especial.

Pensando nisso, a queridíssima B., que não conheço muito, mas de quem sou uma superfã e a acompanho desde os tempos em que A Vida Secreta era blog, lançou semana passada um excitante desafio, a Rapidinha Literária. A proposta mais do que indecente foi, em menos de 69 caracteres, escrever sobre esse deleitoso exercício em que dar e receber se transformam em uma só coisa.

Como atleta assídua da modalidade, não me fiz de rogada e mandei meu textinho.

meianove

bocas e línguas e desejos
que lambem
que beijam
que sugam
ao contrário

E o resultado desse desafio você vê aqui. Uma coletânia de textos fantásticos que só os leitores da B. poderiam fazer.

Um super parabéns para a B. pela iniciativa e para todos os participantes também. Virtualmente, valeu um 69!

E como o dia é bom e o assunto rende, cabe aqui contar e dar um dica para todos os amantes dessa arte múltipla.

Um 69 pode ser feito de tudo que é jeito: por cima, por baixo, de ladinho , de quatro... e de pé!
É difícil. Me pergunto em que nível do kamasutra está a posição. Mas certa vez descobri que, sim, se pode fazer e sem ser um desafio gravitacional. E, obviamente, com muito prazer.

Ano passado, um grande amigo me apresentou um amigo seu. Ele me disse:
- Heleninha, eu tenho um amigo que se acha o tal... Que diz que faz e desfaz e talicoisa. Só tu está a altura de conferir com critério o desempenho do cara. Que tu acha de deixar esse cavalinho dar uma corrida no teu jockey?
- Tá, guri... Mas, como é o moço?
- Bonitão, 30 anos, inteligente, bem-sucedido e super cafajeste.
-Opa! É dos meus!!!

O amigo fez o meio de campo, passou o email, orkut, msn e muito papo, tudo para nos conhecermos. Num domingo, encontro o moço online no msn. Nossa conversa foi breve. E quentíssima! De fato, uma das introduções, não literais, mais interessantes da minha vida. No final de 30 minutos já estava feito, nos encontraríamos no dia seguinte. A minha exigência: champagne. A dele: sem calcinha e sutiã. Gostei!

No dia seguinte, fui ao shopping e comprei um vestido lindo. Preto, soltinho, com um decote provocante na frente e um pornográfico nas costas. Porque um blind date para ser bem sucedido requer alguns pré-requisitos: espírito aventureiro, bom humor e muito, muito tesão. E nada melhor para acender o vulcão ardente que existe dentro de nós mulheres do que nos sentirmos altamente comestíveis. E eu, bem, eu não me fiz comida, me fiz um banquete. Um banquete para os olhos, para o tato, para o olfato e para o paladar. Um banquete irrecusável.

Às 20:30 ele me apanhou em casa. O fogo era tanto que fomos direto para o seu ap. Na entrada do elevador, quando a luz mostrou tudo o que o escurinho do carro não mostrava, ele soltou, sem querer, um comentário:
-Nossa! Você é linda!

Foi dada a largada! Cavalinho começa em boa posição a corrida.

No ap, o champagne já estava no gelo. Da garrafa pra taça, da taça pra boca e da boca pro sangue foi um pulo. E champagne no meu sangue tem um efeito devastador. Me torno a mais puta das mulheres e a mais linda das deusas. E foi assim, nesse ânimo e nesse ritmo que o vestido escorregou corpo a baixo, que eu me deitei sobre o mármore do bar, inclinei a cabeça para baixo e abocaquei o latejante brinquedo que me era oferecido.

O cavalinho não gemia, urrava. Inclinava o corpo sobre o meu de tal maneira que um 69 era inevitável. Inevitável, mas não acessível. E como eu sou uma boa menina, para ajudar o moço, levantei minhas pernas e prendi os joelhos na barra que serve para sustentar as taças e vinhos. O resultado? Um 69 na vertical perfeito! E sem esforço!

O resto do jantar não foi menos excitante do que a entrada. Suas mãos continuaram percorrendo o meu corpo até o último segundo em que eu desci do carro, então entregue, são e salva, na minha casa.

O cavalinho ganhou a rodada. Instituiu uma posição nova. Mas não ganhou a dona do jockey.

Foi uma boa corrida!

3 Comments:

B. said...

Eita que este meianove foi tudo hein? A la Daiane dos Santos, heon?!

Sobre o texto... querida, eu é que agradeço a participação, sem vcs aquilo ia ficar uma egotrip muito sem graça. Beijos!

negostoso said...

Caramba, que 69 !!
Se você fica doida com Champagne, vou comprar um daqueles que oferecem no fim das corridas de F1,rs
Bjs

Helena said...

aqueles garrafões de champagne são uma perdiçao...
;)