quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Rapidinha

Não morri, não fui abduzida, não perdi a memória e muito menos desisti do blog.


O que aconteceu foi que perdi a senha!

Ridículo, eu sei.

Novas estórinhas tenho aos montes, mas... 

O achado da senha não veio em boa hora. 
Estou de saída para a festinha, finalmente marcada, do David Coimbra num pub do Bom Fim.
Assim, se o cansaço permitir, depois que voltar da festinha, posto texto novo. 
Ou quem sabe ela não renda um bom causo para contar...

P.S.: Vou sozinha, tonces, se alguém vai e quer me conhecer, estarei lá a espera de companhia.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

a difficult woman - Bukowski

Uma enxaqueca magnânima está impedindo toda e qualquer atividade criativa na mente dessa garotinha que vos escreve.


Então, para a noite não passar em branco, e cumprir, em parte, com a minha promessa do post anterior, aí vai uma poesia do meu amado Buk que, sem dúvida alguma, eu pagaria qualquer coisa para escrever.

a difficult woman

I remember once sitting in a hotel
room whem my woman came in drunk and said,
"Christ, I couldn't hold it, I had to piss in the
elevator!"
I was drunk too, I was barefoot and just wearing
my shorts.
I got up and walked out the door and down
the hal and pushed the elavator
button.
it came up.
the door opened.
the elevator was empty but sure enough
there in the corner was the
puddle.
as I was standing there a man and a 
woman came out of their room
and walked to the
elevator.
the door was beginning to close 
so I held it open with my hand
so they could get on.
as the door began to close I heard the
woman say,
"that man was in his shorts."
and just as it closed I heard the man say,
"and he pissed in the elevator!"

I went back to my room and told her,
"they think I pissed in the elevator!"

"who?" she asked.

"some people."

"what people?"

"the people who saw me standing there
in my shorts."

"well, screw them!" she said.

she sat there quietly drinking a glass 
of wine.

"take a bath", I said.

"you take a bath", she said.

"at least take a shower", I said.

"you take a shower", she said.

I sat down and poured myself a glass of 
wine.

we were always arguing about
something. 

Charles Bukowski

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Update

O hiato foi longo. Quase 1 mês. Mas a moçoila aqui não desistiu do blog. E mais. Tem muito mais histórias para contar.


Então, aguardem só mais umas horinhas. Tem conto quentíssimo saindo do forno!

E para compensar essas férias mal-educadas, serão 7 dias de atualizações diárias.

Como é muito chato ter que tocar isso aqui sozinha, peço a ajuda de vocês. Qualquer idéia vale muito! Temas, personagens, lugares, dicas... escrevam nos comentários ou enviem um email para hilusoes@gmail.com.

Afinal, escrever sozinha sobre sexo é como masturbação. No começo até é bom, mas depois falta, e como!,  mais alguma coisa.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

A dominação da submissão - Parte 1

Tenho uma teoria: a submissão é uma forma de dominação afû.

Este é o primeiro post de 2 em que vou tentar explicar para vocês um pouco mais sobre esta idéia maluca.

Pra começar, vamos ao caso que abriu as portas da minha percepção.

Meu relacionamento com o Marcelo começou há muitos anos, quando eu era apenas uma garotinha de 12 anos e ele um homem casado de 36. Absurdo? Pois é. Minha vida é assim, cheia de absurdos. Mas o começo e toda a loucura do nosso relacionamento eu vou contando para vocês aos poucos, na medida em que o blog for andando.

O fato é que, desde então, temos uma relacionamento que, de tempos em tempos, modifica sua faceta, mas nunca abandona o sexo como seu personagem principal.

E é pela intimidade e passionalidade de longos anos que tal cena aconteceu:

Era quarta-feira. A última quarta-feira do mês. O dia em que o Marcelo e seus amigos se reuniam para beber cerveja e comer churrasco. O dia em que ele poderia chegar em casa altas horas da madrugada, bêbado, sem ter a mulher enchendo o saco. Mas, principalmente, era o dia em que eu me tornava sobremesa. Quer coisa melhor?

Ele chegou no meu apartemento a meia-noite meia. Já estava bebidinho, naquele ponto em que a bebida já faz o seu papel afrodisíaco e libertou todas as amarras pudorosas que a personalidade pode ter. Ele chegou e não falou uma palavra sequer. Não precisava. Me deu um beijo, foi até a geladeira, abriu uma cerveja e sentou no sofá. Eu que não sou boba, fiz o mesmo.

Enquanto tomávamos nossas cervejas no silêncio abalado somente pelas notas de 23 Hour Too Long dos Yardbirds, suas mãos deslizavam pelas minhas pernas providencialmente postas ao seu alcance. O ritmo da música aumentava e com ela fluia cada peça de roupa que cobria o meu corpo. Depois de 4 goles de cerveja, estava nua no sofá. Aquelas mãos másculas passeavam no meu corpo e, como um gato manhoso, eu me oferecia a cada toque, a cada gesto e a cada olhar.

Puxando meus cabelos, aproximou sua garrafa de cerveja do meu rosto derramando a bebida fria nos meus lábios quentes e nos meus seios arquejantes. Com beijos, foi bebendo, sugando, mordendo, cada minúscula gota dourada que permanecia sobre a minha pele.

O tesão já havia alcançado níveis estratosféricos, mas, como se não bastasse, ele deslizou suas mãos entre minhas coxas, abriu minhas pernas e foi colocando, aos poucos, a garrafa no meu recôndito mais úmido. De lá a garrafa seguiu, agora banhada pelos meus líquidos mais íntimos, direto para sua boca.

Inebriante é a palavra que descreve o prazer de ver um homem se embebedar no mais autêntico dos sabores femeninos. Que mulher não se rende a tal cena? Eu me rendi, me entreguei inteira.

Me ajoelhei sob os seus pés é coloquei na boca cada centímetro da materialização do seu prazer. De joelhos, eu beijava e sugava e lambia. E olhava. Olhava nos seus olhos. Nas profundezas daquele mar azul revolto em tsunamis de prazer.

Náufraga nos oceanos do desejo, cedi ao gesto paternal de sua mão esquerda que, carinhosamente, afastava minha boca de seu corpo e inclinava, com destreza, minha cabeça para trás.

Foi então que nos seus olhos vi um fulgor intenso, um prazer desgostoso, uma raiva desmedida. Não me assustei. Conheço a peça. Em segundos sua mão direita, aquela mesma que me afagava com carinho, esgueu-se no ar e desceu, veloz e furiosamente, sobre a minha carinha linda.

A dor se espalhava por todo o meu rosto, mas eu não tirava meus olhos do dele.

Outro tapa veio quebrar o silêncio só difamado pela música. Meu rosto estava em brasa, meu corpo tremia de prazer e das profundezas do meu receptáculo derramavam-se rios de lava incandescente.

Então que, olhos nos olhos, ele rompeu o silêncio e disse:

- Eu posso fazer o que quiser com você, posso te bater, te violentar, te abandonar. Mas você vai continuar aí, quietinha, só com o olhar, me dominando.

Eu não respondi. Sorri.

E o silêncio da noite seguiu-se, só abalado por gritos, gemidos e sussuros de prazer. 23 Hours Too Long continuava tocando ao longe, no universo paralelo para o qual não queríamos voltar.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Sexo no parque

A pedido do Fred, segue a estórinha de como ele se tornou um cavalinho assíduo no meu jockey.

Imaginem esse parque as escuras… Hmmm!

Na maioria das vezes, me acho uma sabichona. Não nego! Mas a vida anda gozando, literalmente e felizmente, com a minha cara.

Santo Antônio, no seu dia, resolveu me dar o (ou dar-me ao) gostosão aqui do prédio. Nada demais… Beijinhos, beijões, abraços apertados e mãozinhas respeitosas. Me senti uma adolescente!

No dia seguinte, a mesma coisa. Namorinho na parada do bus, mas um poquito más caliente. As mãozinhas respeitosas sumiram e deram lugar a desejos de algo mais, muito mais. Mais, mais, mais!

Chega então o domingo. Porto Alegre, 10 da noite, 7 graus, sensação térmica de 3 e um vento frio do caraleo que só faz por essas bandas. Helena e seu gurizinho passeando pelas ruas do Menino Deus. Beijinho aqui, beijinho acolá. Uma apertada mais forte. Mãozinhas bobas… A coisa foi esquentando. A temperatura subindo. A cabeça ficando de porre. E aí…

Bem, aí que estavamos no meio da rua. E por mais que no meio da rua seja tri, na situação que estavamos, não dava.

Foi então que o gurizinho teve uma idéia brilhante, da qual nada fui avisada.

Com um papo de irmos caminhar na beira do guaíba (sim, a Helena as vezes é muito ingênua), o esperto nos levou para dentro do Marinha do Brasil. Para os que não conhecem, o Marinha é um parque aqui de Poa. Algo como o Ibirapuera, mas aberto e, por isso, com uma população delinquente fantástica. Dentro do parque não tem iluminação. Isso mesmo! Árvores, pedras e, a noite, uma escuridão absoluta.

Entre o medo e o desejo, o calor interno e o frio externo, podendo ver e não ser vistos… a cabeça deu uma baquiada. Sabe aquela tonturinha de tesão? Aquela sensação de estar um bêbado sóbrio? Pois então. Em segundos, botões, fechos e zipers se abriram. Bocas desceram, olhos fecharam-se. A língua, essa exploradora, se esbaldou nos paraísos perdidos. Enfim, o desejo venceu.

Mas, como vocês sabem, amiguinhos, o desejo de tudo isso se alimenta. E só encontra descanso quando a chave entra na fechadura e com os giros e giros, bum!, a explosão big bang acontece.

Neste caso não poderia ser diferente.

Num autêntico Morroidetic Movement of Sexual Love, o guri, com uma agilidade absurda (é incrível como, em certos momentos, os homens parecem polvos com mil tentáculos!) e ouvindo os meus mil pedidos de arrego (mulher tem disso: não, não, pára!), abaixa a minha calça, meia-calça e trajes íntimos, me joga contra uma árvore e penetra nas profundezas do meu oceano flamejante.

Ainda não decidi o que foi melhor. Se o calor alheio invadindo o meu corpo, ou se a visão dos carros e motos e gente, passando e passando, a 10 metros de mim, absortos na ignorância do ato.

Voltei para casa com um sorrisão de orelha a orelha. Mais uma história fantástica para o blog. E voltei também com a certeza de que, de sexo pode se saber pouco, muito ou tudo, mas não há nada como a prática. Ela não tem limitações!

sábado, 6 de setembro de 2008

6.9

Numericamente, para os amantes do sexo, o melhor dia do ano.
E nada melhor do que grandes comemorações, de preferência na posição explícita do número, para celebrar com excesso de luxúria esta data especial.

Pensando nisso, a queridíssima B., que não conheço muito, mas de quem sou uma superfã e a acompanho desde os tempos em que A Vida Secreta era blog, lançou semana passada um excitante desafio, a Rapidinha Literária. A proposta mais do que indecente foi, em menos de 69 caracteres, escrever sobre esse deleitoso exercício em que dar e receber se transformam em uma só coisa.

Como atleta assídua da modalidade, não me fiz de rogada e mandei meu textinho.

meianove

bocas e línguas e desejos
que lambem
que beijam
que sugam
ao contrário

E o resultado desse desafio você vê aqui. Uma coletânia de textos fantásticos que só os leitores da B. poderiam fazer.

Um super parabéns para a B. pela iniciativa e para todos os participantes também. Virtualmente, valeu um 69!

E como o dia é bom e o assunto rende, cabe aqui contar e dar um dica para todos os amantes dessa arte múltipla.

Um 69 pode ser feito de tudo que é jeito: por cima, por baixo, de ladinho , de quatro... e de pé!
É difícil. Me pergunto em que nível do kamasutra está a posição. Mas certa vez descobri que, sim, se pode fazer e sem ser um desafio gravitacional. E, obviamente, com muito prazer.

Ano passado, um grande amigo me apresentou um amigo seu. Ele me disse:
- Heleninha, eu tenho um amigo que se acha o tal... Que diz que faz e desfaz e talicoisa. Só tu está a altura de conferir com critério o desempenho do cara. Que tu acha de deixar esse cavalinho dar uma corrida no teu jockey?
- Tá, guri... Mas, como é o moço?
- Bonitão, 30 anos, inteligente, bem-sucedido e super cafajeste.
-Opa! É dos meus!!!

O amigo fez o meio de campo, passou o email, orkut, msn e muito papo, tudo para nos conhecermos. Num domingo, encontro o moço online no msn. Nossa conversa foi breve. E quentíssima! De fato, uma das introduções, não literais, mais interessantes da minha vida. No final de 30 minutos já estava feito, nos encontraríamos no dia seguinte. A minha exigência: champagne. A dele: sem calcinha e sutiã. Gostei!

No dia seguinte, fui ao shopping e comprei um vestido lindo. Preto, soltinho, com um decote provocante na frente e um pornográfico nas costas. Porque um blind date para ser bem sucedido requer alguns pré-requisitos: espírito aventureiro, bom humor e muito, muito tesão. E nada melhor para acender o vulcão ardente que existe dentro de nós mulheres do que nos sentirmos altamente comestíveis. E eu, bem, eu não me fiz comida, me fiz um banquete. Um banquete para os olhos, para o tato, para o olfato e para o paladar. Um banquete irrecusável.

Às 20:30 ele me apanhou em casa. O fogo era tanto que fomos direto para o seu ap. Na entrada do elevador, quando a luz mostrou tudo o que o escurinho do carro não mostrava, ele soltou, sem querer, um comentário:
-Nossa! Você é linda!

Foi dada a largada! Cavalinho começa em boa posição a corrida.

No ap, o champagne já estava no gelo. Da garrafa pra taça, da taça pra boca e da boca pro sangue foi um pulo. E champagne no meu sangue tem um efeito devastador. Me torno a mais puta das mulheres e a mais linda das deusas. E foi assim, nesse ânimo e nesse ritmo que o vestido escorregou corpo a baixo, que eu me deitei sobre o mármore do bar, inclinei a cabeça para baixo e abocaquei o latejante brinquedo que me era oferecido.

O cavalinho não gemia, urrava. Inclinava o corpo sobre o meu de tal maneira que um 69 era inevitável. Inevitável, mas não acessível. E como eu sou uma boa menina, para ajudar o moço, levantei minhas pernas e prendi os joelhos na barra que serve para sustentar as taças e vinhos. O resultado? Um 69 na vertical perfeito! E sem esforço!

O resto do jantar não foi menos excitante do que a entrada. Suas mãos continuaram percorrendo o meu corpo até o último segundo em que eu desci do carro, então entregue, são e salva, na minha casa.

O cavalinho ganhou a rodada. Instituiu uma posição nova. Mas não ganhou a dona do jockey.

Foi uma boa corrida!

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

um post, um blog

Sexta-feira de chuva em Porto Alegre. Temperatura: 7 graus.
Tédio? Que nada!
A palavra: oportunidade.
Talvez a culpa seja do vinho, a garrafa já passou da metade, mas cheguei a conclusão que, se não começasse um blog hoje, não começava mais.
E como sou impulsiva, imediatista e adoro satisfazer os meus mais absurdos caprichos, cá estou eu, sentada na frente da lareira, bebendo um bom vinho, olhando a chuva cair pela janela e escrevendo o primeiro de muitos posts sobre essa garota absurdamente irresistível que eu sou.
Eu sei... eu sei... Não sou modesta. Nasci com a fantástica capacidade de me amar louca e apaixonadamente. Porque, afinal, se não eu não me amar assim, quem é que vai amar?
E, ah!, eu mereço...
Mereço todo o amor que há no mundo e, principalmente, muitos suspiros, gemidos e sussuros. Com uma boca carnuda, uns olhos de gata e um corpo de deusa, eu quero e exijo os maiores prazeres do mundo.
E a parte boa é que é sobre eles que eu vou escrever aqui.
Então, beibe, abra o cinto.
Uma libertina tem muita coisa para contar.